

O desejo por um emagrecimento rápido e eficaz transformou os medicamentos injetáveis para perda de peso em um dos segmentos de maior movimentação financeira do mercado farmacêutico brasileiro. Em um período de 12 meses, até maio de 2026, Mounjaro, Wegovy e Ozempic movimentaram R$ 13,3 bilhões no país, segundo levantamento da Close-Up International Brasil.
Medicamentos que atuam sobre o receptor de GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon-1) ganharam espaço no país e passaram a representar uma parcela relevante das vendas do varejo farmacêutico. O Mounjaro (tirzepatida) liderou o faturamento entre os três produtos analisados, seguido por Wegovy e Ozempic.
Em maio, a Anvisa aprovou o primeiro medicamento de semaglutida sintética análogo ao Ozempic, o Ozivy, produzido pela EMS. Em julho, a agência registrou outras cinco canetas de semaglutida sintética e, em agosto, aprovou mais dois medicamentos, sendo um genérico da EMS e um similar da Germed, comercializado como Semaclique.
Os novos produtos aprovados em agosto são indicados para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado. O genérico da EMS não possui nome comercial, enquanto o similar da Germed será comercializado como Semaclique. Ambos podem ser usados como substitutos do Ozivy, medicamento de referência utilizado nos respectivos registros.
Por determinação legal, o medicamento genérico deve chegar ao mercado com preço, no mínimo, 35% inferior ao do medicamento de referência. A medida busca ampliar a concorrência e o acesso aos tratamentos.