

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, nesta quinta-feira (6), anular a condenação que tornava o influenciador Pablo Marçal (PRTB) inelegível por abuso de poder político e econômico. A ação havia sido movida pelo PSB e pela coligação de Guilherme Boulos (PSOL).
Marçal foi acusado de oferecer gravações em apoio a candidatos a vereadores em troca de doações para sua campanha, pedindo transferências de até R$ 5 mil via Pix. Em primeira instância, ele foi condenado por uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos.
No julgamento do recurso, o relator Claudio Langroiva reconheceu a irregularidade da conduta, mas ressaltou que não ficou comprovada a gravidade nem o impacto financeiro necessário para manter a condenação. A decisão do colegiado foi unânime.
Apesar da vitória, Marçal segue respondendo a outros processos eleitorais. Em um deles, o influenciador foi condenado a oito anos de inelegibilidade e multa de R$ 420 mil por promover concursos e sorteios de conteúdos nas redes sociais — julgamento que foi suspenso após pedido de vista. Ele também enfrenta outras ações por sorteios de dinheiro e uso indevido de perfis empresariais durante a campanha, que ainda aguardam decisão final do tribunal.